31/01/2020

Síndrome de Burnout no topo da lista

Em tempos de alta competitividade de mercado, busca por reconhecimento e resultados financeiros, a grande maioria das organizações acaba por negligenciar a saúde laboral de seus colaboradores, sejam eles de qualquer nível hierárquico, o que, a longo prazo, pode trazer consequências avassaladoras.

A satisfação dos executivos brasileiros, sejam homens ou mulheres, relaciona-se diretamente com conquistas de metas profissionais, e não pessoais. Tem-se, então, um grande desequilíbrio entre tempo despendido para o trabalho e para assuntos pessoais.

Grandes instituições, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e empresas globais, passaram a dar espaço a debates com temas relacionados ao estresse, ansiedade e depressão, incluindo-os como fatores de risco à economia mundial.

Igualmente, o bem-estar é um tema que aos poucos, está chegando às pautas dos conselhos de administração, diante do boom de doenças trazidas pelo alto grau de pressão, cobrança de metas inatingíveis, cargas horárias excessivas, assédio moral, dentre outras.

Nesse cenário, a Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, passou a ser considerada pela OMS como uma doença ocupacional, ou seja, aquela desencadeada pelo exercício da atividade profissional. Trata-se de um estado de esgotamento físico e mental, causado pelo estresse, pressão e cobrança de maneira excessiva.

Não são incomuns decisões judiciais condenando empresas ao pagamento de indenizações a seus funcionários por conta do desenvolvimento da doença.

Dessa forma, é de extrema importância que temas como saúde ocupacional sejam implantados com mais rigidez dentro das corporações, através de pesquisas de clima e auditorias, para que a cultura organizacional esteja em consonância com o bem-estar dos colaboradores, o que consequentemente influirá na produtividade, no cumprimento de objetivos e na sustentabilidade do negócio.